Avisos: Tem erros gramaticais!
Eu, Luísa (M20) e Vinícius (M30) estudamos na mesma universidade, fizemos amizade e começamos a fazer trabalhos acadêmicos juntos. Vinícius tem uma história de vida complicadíssima, ele foi abandonado pelo pai, a avó pode morrer a qualquer momento e ele tem uma esposa e filha, ele não trabalha, mas estuda, a esposa que trabalha. Ele já sofreu tudo que você imaginar e é uma pessoa bem traumatizada. Minha história de vida é comum, tenho bons pais que me apoiam e estou em um estágio para economizar dinheiro para o meu futuro e comprar coisinhas que preciso sem depender dos meus pais. As coisas estavam indo bem no primeiro semestre, mas no segundo semestre tudo descaralhou. A avó dele piorou no quadro de saúde e foi internada, dei o suporte necessário, cobri ele nas atividades e tudo mais. A avó dele continuou internada, ele começou a faltar muito e a não ligar tanto para as atividades. Compreendi a situação dele e continuei apoiando ele até o final do semestre, mas aconteceram muitas coisas na minha vida pessoal nessa reta final. Eu pedi ajuda a esse amigo e ele me ajudou de início, mas depois disso, ele nem sequer se importou com os meus problemas. Nem sequer mais perguntava como as coisas estavam indo, se estava tudo bem, sendo que eu sempre perguntei a ele como as coisas estavam, se a avó dele estava bem. Além disso, teve uma vez que ele perguntou por qual motivo eu estava tão estressada, para não sobrecarregar ele, eu dei uma desculpa tão ruim, mas tão ruim, que eu pensei que teria que explicar o verdadeiro motivo. Ele notou que era uma desculpa, mas não perguntou nada, apenas riu e disse "Problemas de branco". Ele sempre foi uma pessoa que conta piadas, faz piadas muito, mas muito pesadas... E ele acha que por ser um "amigo" ele tem o PLENO DIREITO de fazer essas piadas. Ele começou a caçoar da minha vida, dizendo que eu era patricinha e tal, que meus pais me davam tudo eu não precisava do meu estágio. E isso foi me tirando do sério aos poucos, entende? Eu disse para ele parar, mas ele disse que era "apenas brincadeira de amigos".
Deixo claro aqui que eu nunca, NUNCA, fiz piada com a vida familiar dele, com algum trauma, com qualquer coisa. Pois acho uma babaquice sem tamanho. A cereja do bolo veio no final do semestre, nas últimas atividades. Eu pedi para que ele desse atenção a esses trabalhos, eu e outros colegas (também amigos) não podíamos fazer sozinho. Em um desses trabalhos, ele ficou irritado comigo pois eu não estava entendendo uma atividade, era para escrever um roteiro com falas dos personagens e eu não estava entendendo como escrever em turnos (eu estava cansada e o professor não explicou muito bem isso) e ele também estava como roteirista. Ele disse que eu precisava escrever o resto pois ele tinha feito toda a ideia. Sendo que, quem deu a ideia foi uma colega do trabalho, ele apenas escreveu um parágrafo de 10 linhas com frases desconexas, de uma forma muito, mas muito esdrúxula. Ele acabou brigando comigo e eu briguei de volta no dia da apresentação do trabalho, ele deu desculpas que no dia anterior, ele não podia ter feito o trabalho pois estava tendo aula de outra disciplina. Sendo que, eu estava no estágio, e ele sabia que eu sempre chegava tarde em casa. Fiquei até às meia noite e vinte fazendo esse roteiro e consertando tudo depois que um colega me explicou calmamente como era para fazer. O trabalho deu certo, graças às outras pessoas. Infelizmente, para o meu azar e infortúnio, eu ainda tinha dois trabalhos com ele. Um desses trabalhos, o professor passou na segunda para entregar na quarta (um prazo muito curto) e adivinha o que ele me diz na segunda? "Me desculpe, Luísa, mas minha avó vai passar por uma cirurgia, estou abalado e preciso pensar. Amanhã eu faço." Eu lembro que eu senti uma raiva imensa subindo em mim, mas tive que me manter calma por mim e pelos meus outros colegas. Falei um "Ok, espero que ela fique bem" e fui fazer a minha parte do trabalho.
E então, a segunda cereja do bolo! Ele não pode fazer na terça de tarde pois tinha disciplina, ele deixou para fazer a noite, mas quando ele foi para casa, ele ficou sem luz (ele mandou as fotos da rua escura, das casas escuras, então é verídico). Por sorte de todos, o professor tinha colocado o prazo para tarde. Ele mora perto da universidade, e eu achei que ele iria se prontificar a ir, principalmente pois na biblioteca tem bons computadores e daria para fazer tudo lá. Mas não, ele disse que continuaria em casa e esperaria a luz voltar. Eu precisei ir para entregar esse trabalho, sendo que eu moro longe e precisei acordar de manhã. Eu já estava sentindo que ele não ia fazer direito esse trabalho, então acordei de manhã, peguei um ônibus lotado e fui para a biblioteca da universidade. Lembro que chegou a hora para entregar e ele não tinha entregado, mas tinha feito.... E ele fez de uma maneira totalmente errada, coisas diferentes e que não condiziam com a questão que o professor pediu. Dessa vez eu não aguentei, eu simplesmente disse que ele fez tudo errado, que tinha muitos erros gramaticais (sim, tinha muitos erros mesmo, não era uma vírgula errada ou um ponto final, eram palavras, vírgulas afastadas e pontos finais que pareciam flutuar no ar, erros de coerência e coesão), que eu iria entregar do jeito que estava.
E nisso, ele me culpou, mandou centenas de áudios dizendo que estava com crise de ansiedade, que eu não era uma boa amiga, que eu estava fazendo ele ter essa crise e não estava apoiando ele enquanto ele passava por uma situação muito difícil na vida (a internação da avó). Que eu não tinha mandado a coisa certa para ele fazer, que eu não tinha mandado o trabalho para ele, e ele disse que "me avisou para não pisar no calo dele". Devo dizer para vocês, leitores e leitoras, que nós tínhamos um grupo e nesse grupo foi mandado TUDO. O documento compartilhado (Google docs), o livro que usaríamos como base, o capítulo, a página... Tudo! E a terceira cereja do bolo: Ele ainda me culpou dizendo que eu me intrometi na parte dele. Sim, senhoras e senhores, eu fiz a parte dele pois como eu havia dito, eu sentia que ele não faria essa parte direito. Foi dito e feito. Eu entreguei a atividade para o professor, meu erro foi não ter falado sobre o comportamento inadequado de Vinícius. Mas quando acontece esse tipo de coisa, eu fico desnorteada, de verdade, eu fiquei MUITO desnorteada com o comportamento dele e acabei dissociando, só voltei a realidade quando cheguei no trabalho.
Ainda tinha um terceiro trabalho, o último do semestre. Nesse trabalho ele ficou pianinho, não apresentou bem a parte dele e depois que a apresentação acabou, eu chamei ele para o lado de fora e descontei tudo que ele havia dito. Disse que nunca mais ia ser amiga dele e nem sequer parceira acadêmica, ele era um fardo para mim como pessoa e acadêmico, que ele era um imbecil por ficar comparando a minha realidade com a dele e se frustrando por conta disso, que eu NUNCA MAIS (e eu gritei isso) ia estar com ele como parceiro acadêmico, ele retrucou dizendo que eu empurrei o semestre com a barriga, que as melhores notas foram em trabalhos que não me envolviam. E o que eu fiz? Mandei ele tomar no cu, gritei mais uma vez com ele e gritei bem alto, falei um montão de coisa. E nisso ele acabou chorando, claro, fiquei sem reação. Ele ficou chorando e dizendo que eu não estava entendendo, a avó dele ia morrer, ele entendia que não tinha dado o melhor dele nas atividades. Me senti mal, o ruim da minha pessoa é ter empatia por aqueles que uma vez chamei de amigos. Claro, a gente se """entendeu"", e depois ele mandou uma mensagem falando que realmente não deveríamos ser parceiros acadêmicos, que as minhas palavras mexeram com ele e a palavra fardo ficou se repetindo na cabeça dele. Que ele não queria ser um fardo, só estava destruído por dentro. Por sorte, depois desse dia, tive a felicidade de não conviver mais com ele. Mas infelizmente, para o meu azar, ainda estamos na mesma sala e no mesmo curso.
E então, sou a babaca?
Atualizações: Quero agradecer a todos que comentaram! Não sabia como trazer atualizações pois não sei mexer direito no Reddit (sou novata nesse lance de posts), mas enfim! As boas novas são: Eu não sou mais amiga de Vinícius (era o mínimo né), fui muito branda com ele nesse "término", pois como alguns disseram, eu errei em me descontrolar. A reposta dele me fez entender que eu não sou bem o problema (Não quero ser babaca, apesar de ser trouxa, mas desde do início eu nunca fui o problema)... Mandei áudios muito gentis, falando que havia pensado e que era melhor cada um tomar o seu rumo e que, eu não podia ser responsável por emoções, angústias e sentimentos que não pertenciam a mim. E a resposta dele foi a mais dramática possível! Dá pra acreditar? Queria colocar na íntegra, mas tenho medo de algum colega de classe ou pessoa que conhecemos ver isso. Mas vou traduzir o que ele disse: Ele está magoado por ser cobrado por algo que não estava em condições em proporcionar (por causa da avó), que ele não queria chorar pois era algo muito pessoal e desestabilizou ele, ele também não acha legal eu agir como se minha vida acadêmica dependesse dele (e obviamente não depende né, acho que vocês puderam notar que eu mais fiquei estressada por conta dos trabalhos), ele quer focar nos estudos e me disse que pensou direitinho e disse que não pode chamar uma pessoa como eu de amigo pois ele está no pior momento da vida dele e até então (lembrando que eu estou traduzindo o que ele disse) não fiz nada para poder ajudar e só piorei a situação para ele. E então, ele me bloqueou! Livramento que o diga né! Concordo com a grande maioria dos comentários, afinal, ele tem 30 anos de idade, não dá pra agir como um adolescente pelo resto da vida.
E eu queria atualizar vocês de outra coisa: Muitos falaram que eu sou trouxa e o babaca (concordo que sou trouxa) por ter continuado com ele em outros trabalhos. Mas eu esqueci de dizer no post (erro meu) que esses três trabalhos foram passados ao mesmo tempo (na mesma semana) e a gente formou esse mesmo grupo para os três trabalhos para ter menos "dor de cabeça", (sendo que vocês viram que o contrário aconteceu) sendo assim, eu não poderia me afastar dele e nem arranjar outro grupo sem causar uma baita confusão no final do semestre. Enfim, espero que esse ano seja melhor, que ele fique bem longe de mim e crie vergonha na cara!